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A Paz

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Maria de la Costa, Odete Lara e Rita Hayworth. Elas se foram mas são eternas nos sonhos.




Acordo cedo num sábado  de crise política  em Petrobrás,  o que pouco,  atualmente,  me interessa.  Sempre haverá um bando ou varios,  de ladroes  e pobres coitados movidos  a sonhos de grandeza,  em busca de Fortunas fortuitas,  na base ilicita  de propinas e contas estratosfericas na Suica. 
Vejo uma reportagem que me interessa. 
A recuperação  de Gilda,  uma lancha  de madeira  que esteve  Abandonada  por décadas  e era usada  pelo ex presidente  JK em passeios e recepcoes no LAGO Paranoa,  em Brasília.
Seu nome Gilda. Homenagem ao personagem inesquecível  da Atriz Rita Hayworth  que na Vida real chamava - se Carmen Margarida.  Ela se foi com menos de 70 anos mas se tornou eterna.

Esta semana duas divas do cinema e Teatro nacionais,  ambas com mais de 85 também  partiram.  Maria de la Costa,  nascida italiana mas criada no Brasil e Odete Lara, musa do cinema novo.

Olhares profundos  em rostos eternos.  Elas nos legam arte e beleza.  E ressucitam a grandeza de superar o saldo de qualquer conta bancaria. Valem muito mais que qualquer arremedo de mala cheia de euros ou dolares.  Valem os sonhos de gerações  ebcantadas  com suas atuacoes. Sem preco.  Sem avaliacao.  Acima de mercado.

 Muito além  da idiota novela de delacoes premiadas  com menor tempo de cadeia.

Um dia quero passear na Gilda lancha de Brasília  e singrar os sonhos daquele presidente bossa-nova.  As Atrizes  se foram mas ficaram os sonhos que inspiraram.

 Elas permanecem no mistério  que supera a ambicao humana.  São  seres cujos destinos nos confortam.  Em cenas onde nos ofertam suas almas,  essas belas mulheres nos protegem  da clausura que representa  testemunhar o descaramento  dos seres sem caráter.  Os mesmos que devem achar  normal roubar um povo e crer que as agruras da vida e mortes dos pobres em hospitais sem recursos  ou escolas sem condições nada tem a ver com os milhões  que desviavam.

Sobram  para nossa alegria a lembranca dessas mulheres-atrizes-divas que nos resgatam instantes  doidos em prol de esperança e cultura.  Que suas almas descansem Paz e que pairem  sobre nossas cabeças como anjos que nos ajudem  a superar demônios surrupiadores em tempos de crise.

Cida Torneros

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